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Mulher é atropelada na faixa por motociclista que teria avançado sinal vermelho em Ribeirão Preto

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Mulher é atropelada na faixa por motociclista que teria avançado sinal vermelho em Ribeirão Preto

Caso ocorreu na Avenida Marechal Costa e Silva, na zona Norte da cidade, e vítima cobra identificação do condutor e responsabilização pelo atropelamento

por Redação — 08/04/2026, às 12h47

Uma mulher foi atropelada enquanto atravessava a faixa de pedestres na Avenida Marechal Costa e Silva, na zona Norte de Ribeirão Preto, em um caso que voltou a chamar atenção para a imprudência no trânsito e para o risco enfrentado por quem circula a pé, mesmo quando segue a sinalização corretamente. A vítima, Adriele Ferreira Euzebio, sofreu traumatismo craniano leve após ser atingida por uma motocicleta e agora espera que o responsável seja identificado e responda pelo que aconteceu.

O atropelamento ocorreu na manhã de segunda-feira, 30 de março, quando Adriele seguia a pé para o trabalho. Segundo as informações sobre o caso, ela acionou o dispositivo do semáforo destinado aos pedestres, aguardou a liberação para atravessar e entrou na faixa no momento permitido. Ainda assim, acabou sendo atingida por uma moto no trecho, em uma situação que, pelas circunstâncias relatadas, aponta para o avanço do sinal vermelho por parte do condutor.

Após o impacto, a vítima ficou ferida e precisou de atendimento médico. Ela permaneceu internada e recebeu alta nesta semana, seguindo agora em recuperação em casa. Apesar da liberação hospitalar, o episódio deixou marcas físicas e emocionais. O fato de ter sido atingida em uma travessia sinalizada, em tese um dos espaços de maior proteção ao pedestre, amplia a gravidade do caso e reforça a sensação de insegurança em vias de grande movimento.

Adriele relatou que, no momento seguinte ao atropelamento, estava desnorteada. Segundo ela, a irmã chegou ao local, conversou com testemunhas e também com um dos motociclistas envolvidos na ocorrência. De acordo com o relato, esse homem teria afirmado inicialmente que não foi o responsável pelo atropelamento, alegando que outro motociclista teria atingido a pedestre e deixado o local sem prestar socorro. Ele teria dito ainda que chegou depois, quando Adriele já estava caída no asfalto, e que acabou sofrendo uma queda ao tentar desviar.

A versão, porém, passou a ser questionada pela família após a análise das imagens do ocorrido. Segundo Adriele, sua irmã identificou que o motociclista que conversou no local seria o mesmo que aparece atingindo a pedestre. A vítima afirma que, desde então, não houve qualquer atitude concreta de interesse por parte do homem em saber seu estado de saúde ou em assumir responsabilidade pelo caso. A cobrança agora é para que as autoridades esclareçam de forma objetiva a dinâmica do atropelamento e tomem as medidas cabíveis.

O caso foi registrado por meio de boletim de ocorrência na Polícia Civil, que deve conduzir a apuração. A expectativa é que imagens e depoimentos ajudem a definir de maneira inequívoca quem conduzia a moto que atingiu Adriele e em quais condições o acidente ocorreu. Em casos como esse, a prova visual costuma ter peso importante, principalmente quando há divergência entre o que foi dito no local e o que aparece nas gravações.

A RP Mobi informou, em nota, que o motociclista foi socorrido pelo Samu e encaminhado até a UPA Norte. Já os esclarecimentos sobre a dinâmica do acidente e eventual responsabilização criminal ou administrativa cabem às autoridades policiais. A informação reforça que, embora o atendimento emergencial tenha sido prestado, a apuração dos fatos segue em outra esfera, com foco na conduta de quem estava na via no momento do atropelamento.

Especialistas em trânsito apontam que, no trecho onde tudo aconteceu, a sinalização está de acordo com a legislação e que o procedimento correto por parte do pedestre foi seguido. Isso inclui acionar o semáforo e aguardar a autorização para atravessar. Em outras palavras, não se trata de um cenário de dúvida sobre preferência ou de travessia fora do local apropriado. A questão central, ao que tudo indica, está na possível desobediência à ordem de parada por parte do motociclista.

A gravidade do caso aumenta ainda mais porque o ponto onde Adriele foi atropelada já havia sido palco de outra ocorrência séria. Em fevereiro de 2024, um estudante também foi atingido enquanto passava pela faixa de pedestres na mesma região. A repetição de episódios semelhantes no mesmo trecho acende um alerta importante. Quando acidentes desse tipo se tornam recorrentes, cresce a pressão por fiscalização, monitoramento e punição efetiva para condutores que ignoram a sinalização.

O atropelamento de uma pedestre em faixa sinalizada não pode ser tratado como algo banal. Em áreas urbanas movimentadas, o respeito ao semáforo e à travessia é uma exigência básica de convivência no trânsito. Quando essa regra é rompida, o resultado pode ser devastador em poucos segundos. O caso de Adriele expõe exatamente isso: a vulnerabilidade de quem está a pé diante da pressa, da imprudência e da irresponsabilidade de quem conduz veículo sem obedecer a sinalização.

Agora, a cobrança da vítima e da família é simples e direta: que o responsável seja identificado, que a verdade venha à tona e que o caso não termine em impunidade. Em um cenário em que imagens, relatos e registro policial já existem, a resposta das autoridades será decisiva para dar um desfecho claro ao episódio e para sinalizar que atropelar um pedestre na faixa não é uma infração menor, mas um fato grave com consequências reais.

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