Exclusivo: Roberta Piteri conta os bastidores da Campanha do Agasalho de Barueri
Em entrevista exclusiva ao Portal Agora Oeste, vice-presidente do Fundo Social detalha o trabalho de arrecadação, triagem e organização das doações até o atendimento às famílias
Por redação, dia 17 de agosto de 2026 às 23:01
Meses de trabalho, milhares de peças arrecadadas, equipes mobilizadas, apoio de entidades e uma operação que começou muito antes de as doações chegarem às mãos das famílias. Por trás da Campanha do Agasalho de Barueri existe uma estrutura que nem sempre é percebida por quem acompanha apenas as ações de entrega.

Para conhecer de perto esses bastidores, o Portal Agora Oeste foi até a sede do Fundo Social de Solidariedade, localizada na SADS Barueri, onde foi recebido por Roberta Piteri, vice-presidente do Fundo Social, em sua sala.
Durante a entrevista exclusiva, Roberta detalhou o trabalho desenvolvido ao longo da campanha e falou sobre a dimensão de uma mobilização que envolveu população, entidades, voluntários e diferentes parceiros durante meses.
Os números ajudam a mostrar o tamanho da operação.
“Foram dois meses de campanha. A gente está muito feliz com o resultado. Foram 62 mil peças arrecadadas e a gente acredita que, até o final da campanha, esse número vai aumentar ainda mais”, contou Roberta.
A campanha teve início em 12 de maio e seguiu até 12 de julho, segundo a vice-presidente. Mas o período oficial de arrecadação representa apenas uma parte de todo o trabalho realizado nos bastidores.
Para quem doa uma roupa ou um cobertor, o gesto pode levar apenas alguns minutos. Para as equipes responsáveis pela campanha, entretanto, é justamente nesse momento que começa uma nova etapa.
Cada volume recebido precisa ser encaminhado, avaliado, separado e organizado antes da distribuição.
Com dezenas de milhares de peças chegando ao Fundo Social ao longo da campanha, a triagem se transformou em uma operação própria.
Roberta explica que esse trabalho exige uma equipe numerosa e também a colaboração de organizações que participam da rede de solidariedade construída na cidade.
“A triagem continua acontecendo. A gente tem uma equipe grande, porque são muitas peças, né? E a gente conta com a parceria de algumas ONGs, igrejas e algumas associações que nos ajudam nessa triagem.”
A declaração revela uma parte da Campanha do Agasalho que dificilmente aparece nas fotografias das entregas.
Antes que uma peça chegue a uma família, existe uma cadeia de trabalho formada por pessoas responsáveis pelo recebimento, separação e organização dos materiais.
É essa engrenagem que permite transformar milhares de doações individuais em atendimento organizado.
Um dos diferenciais de Barueri: roupas novas confeccionadas na própria cidade
Um dos pontos destacados por Roberta Piteri durante a entrevista ao Portal Agora Oeste é também uma das características que tornam a Campanha do Agasalho de Barueri diferente: as roupas entregues às famílias são novas.
Parte importante desses agasalhos nasce dentro da própria estrutura social do município. Em 2026, 38 costureiras da Confecção Núcleo de Moda participam da produção das peças, em um trabalho ligado aos Núcleos de Moda mantidos pela SADS.
A iniciativa cria um ciclo social que vai além da própria Campanha do Agasalho. Mulheres que passaram pela capacitação profissional nos Núcleos de Moda colocam em prática o conhecimento adquirido e ajudam a produzir roupas que posteriormente chegam a famílias em situação de vulnerabilidade.
Os agasalhos são confeccionados especialmente para a campanha, com tecidos, modelos, estampas e cores escolhidos para o período de inverno. Assim, as famílias não recebem simplesmente peças destinadas ao frio, mas roupas novas preparadas especialmente para a ação.
Esse cuidado ajuda a explicar o conceito “Tudo Novo”, que acompanha a Campanha do Agasalho de Barueri e reforça uma preocupação que vai além de proteger contra as baixas temperaturas: oferecer o atendimento com cuidado e dignidade.
A mobilização não ficou restrita à sede do Fundo Social.
Segundo Roberta, as equipes percorreram diferentes regiões de Barueri durante a campanha, aproximando a iniciativa da população tanto na arrecadação quanto nas entregas.
“A gente passou por 16 bairros, arrecadando essas doações, e também fizemos as entregas. Então, a gente está muito feliz.”
A presença nos bairros ajudou a ampliar o alcance da campanha e levou a estrutura do Fundo Social para mais perto das comunidades.
O trabalho realizado ao longo desses dois meses exigiu planejamento para conciliar arrecadação, deslocamento das equipes, recebimento de materiais, triagem e distribuição.
Enquanto uma frente estava nas ruas, outra permanecia nos bastidores organizando aquilo que já havia chegado.
É justamente essa atuação simultânea que ajuda a explicar a dimensão da operação.
Outro ponto destacado por Roberta durante a entrevista foi uma parceria firmada com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.
A iniciativa resultou no recebimento de milhares de cobertores destinados ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Esse ano a gente fez uma parceria inédita com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, que trouxe para a gente 5 mil cobertores, que foram distribuídos para as pessoas em situação de vulnerabilidade.”
A chegada dos 5 mil cobertores reforçou a estrutura montada no município justamente durante o período em que as temperaturas mais baixas aumentam a necessidade de proteção para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Somados às roupas arrecadadas diretamente pela campanha, os cobertores passaram a integrar uma ampla mobilização de atendimento.
As ações realizadas nos bairros representam a parte mais visível da campanha, mas contam apenas uma parte da história.
Nos bastidores, o fluxo é contínuo.
Doações chegam. Materiais são recebidos. As peças passam pela triagem. Equipes organizam os itens. Entidades colaboram com o trabalho. E, somente depois desse processo, aquilo que começou com o gesto de um doador está pronto para seguir até quem precisa.
A entrevista com Roberta Piteri ajuda a revelar justamente esse caminho.
Uma Campanha do Agasalho dessa dimensão não depende apenas da quantidade arrecadada. Ela exige logística, pessoas, organização e capacidade para transformar o volume recebido em atendimento efetivo.
E quando são dezenas de milhares de peças, cada etapa ganha uma escala diferente.
Apesar da estrutura montada pelo Fundo Social, a operação não seria possível sem a participação dos moradores.
A Campanha do Agasalho é construída justamente a partir dessa conexão entre quem pode contribuir e quem necessita de ajuda.
Ao longo dos meses de mobilização, moradores, entidades, organizações e parceiros passaram a integrar uma mesma rede.
De um lado, milhares de pessoas contribuindo com peças e cobertores. Do outro, equipes trabalhando para que essas doações tivessem destino.
É nesse encontro que a solidariedade deixa de ser apenas uma intenção e se transforma em atendimento.
O resultado destacado por Roberta durante a entrevista — 62 mil peças arrecadadas na reta final da campanha — mostra a dimensão alcançada pela mobilização.
O fim do calendário oficial também não significa que todas as etapas acabam imediatamente.
Quando a arrecadação é encerrada, ainda existem materiais que precisam passar pela triagem e ser preparados para distribuição.
Por isso, enquanto para parte da população a campanha pode parecer concluída, nos bastidores o trabalho segue até que todo o processo seja finalizado.
Essa talvez seja uma das principais diferenças entre aquilo que o público vê e aquilo que acontece dentro do Fundo Social.
A entrega é o último elo de uma corrente que começou meses antes.
Os bastidores de uma grande corrente de solidariedade
Ao abrir as portas do Fundo Social para o Portal Agora Oeste, Roberta Piteri apresentou uma dimensão da Campanha do Agasalho que normalmente permanece distante do público.
Os números impressionam: 62 mil peças arrecadadas na reta final da campanha, 5 mil cobertores obtidos por meio de uma parceria inédita e ações realizadas em 16 bairros da cidade.
Mas a dimensão da iniciativa também está no trabalho que esses números representam.
São equipes recebendo materiais, pessoas realizando triagem, entidades colaborando, profissionais organizando as entregas e moradores de diferentes regiões participando da campanha.
Por trás de cada peça entregue existe uma operação.
E por trás dessa operação existe uma rede formada por servidores, parceiros, entidades e pela própria população de Barueri.
A entrevista exclusiva com Roberta Piteri integra a cobertura do Portal Agora Oeste sobre as ações e iniciativas de interesse público realizadas em Barueri e na região Oeste da Grande São Paulo.




Publicar comentário