Datafolha indica que Tarcísio vencerá Haddad no primeiro turno e acende alerta na esquerda
Governador aparece com 46% contra 30% do petista; no maior colégio eleitoral do país, resultado reforça o peso de São Paulo na disputa nacional de 2026
Por Redação, 7 de julho de 2026, às 09h00
A nova pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo Governo de São Paulo colocou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em posição confortável diante de Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, contra 30% do petista.
O resultado ganha peso político porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e tem papel decisivo na construção das campanhas nacionais. Em um cenário de disputa presidencial acirrada, o desempenho no estado pode influenciar diretamente a força dos palanques, a mobilização de aliados e o ambiente político no segundo turno.
De acordo com o Datafolha, considerando apenas os votos válidos, Tarcísio chega a 52%, enquanto Haddad aparece com 34%. A simulação de segundo turno também mostra vantagem do atual governador: 53% contra 37% do ex-ministro da Fazenda.
Apesar de a eleição ainda estar distante e de pesquisas representarem apenas o retrato do momento, os números indicam um cenário difícil para o campo governista federal em São Paulo. Para o presidente Lula, a preocupação não se limita à disputa estadual. Uma eventual vitória de Tarcísio no primeiro turno poderia reduzir a presença de um palanque competitivo do PT no estado durante a fase decisiva da eleição presidencial.
O levantamento também mostra outro dado relevante: o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro tem mais influência positiva entre os eleitores paulistas do que o apoio de Lula. Segundo a pesquisa, 27% dos entrevistados afirmam que votariam com certeza em um candidato apoiado por Bolsonaro, enquanto 19% dizem o mesmo sobre um nome indicado por Lula.
Esse dado ajuda a explicar a vantagem de Tarcísio e reforça a leitura de que São Paulo segue sendo um terreno mais favorável ao campo de centro-direita do que ao PT. Ao mesmo tempo, mostra que o governador não aparece apenas como favorito na disputa estadual, mas também como um ativo político importante para a oposição ao governo federal.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Senado também vira ponto de atenção
Se a disputa pelo Governo de São Paulo apresenta vantagem para Tarcísio, a eleição ao Senado mostra um quadro mais indefinido. O Datafolha aponta Marina Silva (Rede) com 18%, Simone Tebet (PSB) com 16%, Ricardo Salles (Novo) com 13%, André do Prado (PL) com 11% e Guilherme Derrite (PP) com 10%.
Como São Paulo elegerá dois senadores em 2026, a divisão de votos entre nomes do mesmo campo político pode ser decisiva. Para a direita, o desafio será transformar a força de Tarcísio no estado em votos também para o Senado, evitando que a vantagem na disputa estadual não se traduza em equilíbrio no Congresso.
Na pesquisa espontânea para o Senado, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, 81% dizem ainda não saber em quem votar. Isso indica que a disputa segue aberta e que a campanha oficial terá peso importante na definição dos votos.
Com Tarcísio à frente, Haddad pressionado e a disputa pelo Senado ainda em formação, São Paulo se consolida como uma das principais arenas políticas de 2026. Mais do que uma eleição estadual, o resultado paulista pode influenciar diretamente o tabuleiro nacional.




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