Marcelo Milos afirma que canal Não Adivinho também foi acionado por Carol Capel
Influenciadora sustenta, por meio da defesa, que exerceu direito autoral e reagiu a ataques; criadores dizem que vídeos tratavam de crítica, comentário e discussão pública
por Redação — 7 de maio de 2026, às 01h32
A disputa entre a influenciadora Carol Capel e criadores de conteúdo no YouTube voltou a repercutir depois que Marcelo Milos, do canal Não Adivinho, afirmou em vídeo que também foi processado pela influenciadora. O caso envolve ainda o Biólogo Henrique, criador que já havia relatado ter recebido um strike relacionado a um vídeo em que questionava uma publicação feita por Carol.
Marcelo Milos disse aos seguidores que o canal acompanhava a controvérsia envolvendo Carol Capel e o Biólogo Henrique quando também passou a ser alvo de medidas tomadas pela influenciadora. Segundo ele, o Não Adivinho recebeu um strike e, posteriormente, foi incluído em uma ação judicial.
No vídeo, Marcelo afirmou: “Fomos processados também pela Carol Capel”. Ele disse ainda que a discussão sobre o strike deve ficar condicionada ao andamento do caso na Justiça, que poderá avaliar se houve violação de direitos autorais ou se o conteúdo publicado pelo canal estava dentro dos limites de comentário, crítica ou resposta pública.
A polêmica começou depois que Carol Capel publicou um conteúdo comentando uma informação relacionada a chimpanzés e ao consumo de álcool por meio de frutas fermentadas. O Biólogo Henrique, que produz vídeos de divulgação científica, publicou uma resposta questionando pontos da abordagem. A partir daí, segundo a versão apresentada pelos criadores, Carol teria acionado ferramentas de direito autoral contra o vídeo.
O episódio passou a reunir discussões diferentes. De um lado, estão criadores que afirmam ter produzido conteúdos de comentário, análise e resposta. Do outro, estão Carol Capel, sua defesa e apoiadores, que sustentam que houve uso indevido de conteúdo, exposição indevida de imagem e ataques que teriam ultrapassado o debate legítimo.
A defesa de Carol Capel se manifestou publicamente por meio do advogado Evandro Melo. Em pronunciamento, ele afirmou representar Caroline Siqueira da Capel e disse que medidas legais estavam sendo adotadas diante do que classificou como uma campanha de ataques e perseguição digital contra sua cliente.
Segundo o advogado, Carol utilizou uma ferramenta da própria plataforma para reivindicar direito autoral sobre sua criação. Ele afirmou também que o Judiciário teria reconhecido, em decisão liminar, a legalidade do ato praticado pela influenciadora. A defesa disse ainda que Carol teria sido alvo de ameaças, calúnia, difamação, injúria, perseguição e denúncias em massa, incluindo episódios que teriam contribuído para a derrubada de um de seus canais no TikTok.
No comunicado, Evandro Melo afirmou que as condutas atribuídas a terceiros estariam sendo identificadas, documentadas e encaminhadas juridicamente. Ele também declarou que a situação envolveria violência digital contra uma mulher no ambiente das redes sociais.
Marcelo Milos e outros criadores que comentaram o caso apresentam outra leitura. Para eles, os vídeos publicados sobre a controvérsia tinham caráter de comentário público e tratavam de uma discussão já aberta nas redes. Essa versão sustenta que mencionar o caso, questionar uma informação ou usar trechos com finalidade de análise não seria, por si só, uma violação de direitos autorais.
Apoiadores de Carol Capel, porém, defendem que a crítica não autoriza o uso livre de imagem, nome ou conteúdo de terceiros. Em manifestações nas redes, pessoas favoráveis à influenciadora afirmam que seria possível corrigir uma informação sem expor diretamente a criadora ou transformar sua imagem em tema de vídeos de reação e monetização.
Essa divergência é o centro do caso. Para uma parte, trata-se de uma reação legal de Carol diante do uso de seu conteúdo e de ataques nas redes. Para outra, trata-se de uma disputa preocupante sobre o uso de strikes e ações judiciais contra vídeos de comentário, análise e resposta pública.
A avaliação jurídica depende do conteúdo de cada vídeo, da quantidade de material utilizado, do contexto da edição, da finalidade da publicação e da forma como os criadores se referiram à influenciadora. Também depende da análise sobre eventuais ataques, ameaças ou campanhas coordenadas citadas pela defesa de Carol.
No YouTube, o strike é uma ferramenta usada em casos de alegada violação de direitos autorais. Quando aplicado, pode gerar restrições ao canal e afetar a rotina de publicação. Por isso, o uso da ferramenta em vídeos de crítica ou comentário costuma provocar debate entre criadores, principalmente quando envolve assuntos que já estão em discussão pública.
Até o momento, o ponto novo divulgado por Marcelo Milos é a afirmação de que o canal Não Adivinho também teria sido acionado por Carol Capel. A defesa da influenciadora, por sua vez, afirma que as medidas legais buscam proteger sua cliente diante de ataques, perseguição digital e uso indevido de conteúdo.


Publicar comentário