Bolsonaro segue na UTI, apresenta melhora clínica e já voltou a se alimentar
Ex-presidente está internado em Brasília desde sexta-feira, dia 13, com quadro de broncopneumonia aspirativa e recebe oxigênio
por Redação
15/03/2026 às 09:15
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, onde recebe tratamento desde sexta-feira, dia 13, após ser diagnosticado com broncopneumonia aguda aspirativa. De acordo com as informações divulgadas sobre o quadro clínico, ele está estável, apresentou sinais de melhora e já voltou a se alimentar por via oral com dieta pastosa.
A evolução é considerada positiva dentro do contexto da internação. Depois de passar um período em jejum durante o atendimento hospitalar, Bolsonaro retomou a alimentação pela boca, ainda com restrições e cuidados médicos, o que indica uma resposta favorável do organismo dentro das condições observadas pela equipe que acompanha o caso.
Apesar da melhora, o ex-presidente ainda precisa de suporte para respirar. No momento, ele recebe oxigênio por meio de cateter nasal, na proporção de 2 litros por minuto. Até aqui, porém, não houve necessidade de entubação, o que afasta, ao menos neste estágio, um agravamento respiratório mais severo. O uso do oxigênio suplementar segue como parte do tratamento para estabilizar a respiração e manter níveis adequados de oxigenação.
Outro ponto observado pelos médicos foi uma piora da função renal registrada no período da manhã. Segundo a equipe responsável pelo acompanhamento, esse tipo de alteração pode ocorrer dentro do quadro apresentado e deve persistir por pelo menos mais 24 horas. Mesmo assim, a informação repassada é de que a situação está dentro do esperado para esse diagnóstico, sem indicação, até o momento, de um descontrole fora do previsto pelos profissionais.
O diagnóstico informado foi de broncopneumonia aguda aspirativa, quadro causado por gastroparesia. A condição provoca lentidão no esvaziamento do estômago e pode favorecer episódios de aspiração, quando conteúdos digestivos acabam atingindo as vias respiratórias. No caso de Bolsonaro, a situação teria sido agravada por alimentação inadequada antes de dormir, seja por ingestão de comida pesada ou por mastigação insuficiente.
Antes da internação, Bolsonaro apresentou sintomas como calafrios, falta de ar e cansaço extremo. Esses sinais levaram à necessidade de avaliação hospitalar e internação imediata. Como ele já passou por cirurgias intestinais anteriores, o tratamento vem sendo conduzido com atenção adicional, inclusive com uso de antibióticos, justamente para evitar novas complicações e reduzir o risco de agravamento do quadro infeccioso.
A permanência na UTI mostra que o caso ainda exige monitoramento próximo. Embora haja melhora, o ex-presidente continua sob observação intensiva para acompanhamento da função respiratória, da resposta aos antibióticos, da recuperação renal e da evolução do sistema digestivo. Em situações como essa, pequenas alterações podem mudar a condução do tratamento em poucas horas, o que justifica a manutenção em ambiente de terapia intensiva.
A retomada da alimentação com dieta pastosa, por outro lado, é um dos sinais mais concretos de progresso clínico. Esse tipo de dieta costuma ser utilizado quando há necessidade de facilitar a digestão e reduzir esforço do organismo, especialmente em pacientes que passaram por jejum, apresentam sensibilidade gastrointestinal ou precisam de transição alimentar gradual. O fato de Bolsonaro já estar conseguindo se alimentar dessa forma é visto como um passo importante na recuperação.
Ainda não há informação sobre alta da UTI ou previsão de saída do hospital. A tendência, neste momento, é de manutenção do acompanhamento rigoroso até que a equipe médica tenha segurança quanto à estabilização completa do quadro respiratório, digestivo e renal. Enquanto isso, o ex-presidente segue em observação, com sinais de melhora, mas ainda demandando cuidados contínuos.
A internação de Jair Bolsonaro em Brasília mantém atenção sobre o estado de saúde do ex-presidente, especialmente por envolver complicações respiratórias associadas a uma condição digestiva delicada. Até o momento, o cenário informado é de estabilidade, melhora gradual e resposta ao tratamento, ainda que o caso continue exigindo cautela.




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