Banner
×

Cinco ministros do STF entendem que prisão domiciliar para Bolsonaro seria medida adequada

Destaques

Cinco ministros do STF entendem que prisão domiciliar para Bolsonaro seria medida adequada

Movimentação nos bastidores indica maioria favorável à mudança de regime, mas decisão só deve ocorrer após abril

por Redação
11 de fevereiro de 2026 – 20h18

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já entendem que a concessão de prisão domiciliar seria uma medida adequada diante do atual quadro apresentado pela defesa. A avaliação circula nos bastidores da Corte e é vista como avanço estratégico pelo grupo político ligado ao ex-presidente.

Entre os nomes apontados como favoráveis à mudança de regime estão Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O Supremo conta atualmente com dez ministros em exercício.

O principal obstáculo à concessão, segundo interlocutores, continua sendo o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerado o mais resistente à alteração do regime.

Bolsonaro cumpre pena após condenação da Primeira Turma do STF e está custodiado em Sala de Estado Maior, com estrutura composta por quarto, banheiro privativo, copa, ar-condicionado e área externa para banho de sol.

Nos últimos dias, a defesa reforçou o pedido de prisão domiciliar com base em laudo da Polícia Federal que confirmou a existência de comorbidades, como hipertensão, obesidade, apneia do sono, refluxo e obstruções arteriais. Segundo o documento, as condições estão controladas com medicação e acompanhamento médico. O laudo não recomendou expressamente a transferência, deixando a decisão sob responsabilidade do Supremo.

Aliados também citam um episódio recente em que Bolsonaro teria desmaiado e batido a cabeça enquanto estava sob custódia. Após o ocorrido, peritos recomendaram adaptações no espaço, como instalação de barras de apoio, campainhas de emergência e acompanhamento fisioterapêutico contínuo.

Apesar do cenário considerado “melhor do que antes”, interlocutores avaliam que uma eventual mudança de regime não deve ocorrer antes de abril. A leitura política é que o STF tende a evitar decisões que possam gerar impacto direto no ambiente eleitoral de 2026.

No Congresso Nacional, senadores aliados discutem a possibilidade de protocolar requerimento de prisão domiciliar humanitária. A estratégia busca ampliar a pressão institucional e reduzir tensões entre os Poderes.

A defesa prepara novo pedido formal ao Supremo nos próximos dias.

Publicar comentário