Campo de Rugby de Barueri vira referência e recebe elogios da Seleção Brasileira
Estrutura completa, localização estratégica e equipamentos de alto padrão colocam o município no radar do rugby de elite
por Redação
31 de janeiro de 2026, 23h20
A infraestrutura esportiva de Barueri voltou a ganhar destaque nacional. Na quinta-feira (29), a Seleção Brasileira Feminina de Rugby realizou um dia inteiro de treinos no Campo de Rugby do Parque da Juventude Rubens Furlan Júnior, no bairro Chácaras Marco, como parte da preparação para o Circuito Mundial de Rugby Sevens de 2026. A qualidade do campo, os vestiários, a logística e o entorno foram amplamente elogiados pelas atletas e pela comissão técnica.
Conhecida como Yaras, a seleção feminina reúne jogadoras experientes e jovens em transição para o time principal. O treinamento em Barueri teve caráter técnico e físico, com foco em jogo de contato, simulações reais de partida e integração do elenco. A escolha do município não foi casual: além da indisponibilidade temporária do campo do SPAC, em São Paulo, Barueri ofereceu uma estrutura considerada ideal para atividades de alto rendimento.
O Campo de Rugby do Parque do Rubinho conta com gramado em padrão oficial, área ampla para circulação de atletas e comissão técnica, vestiários adequados, estacionamento e fácil acesso viário. A presença de áreas verdes ao redor também foi citada como um diferencial, criando um ambiente propício para concentração e recuperação física.
O Circuito Mundial de Rugby Sevens de 2026 vale vaga e título no SVNS 2, reunindo seis seleções femininas. O Brasil busca o retorno à primeira divisão da competição, enfrentando China, Espanha, Quênia, África do Sul e Argentina. As etapas acontecerão em Nairóbi (14 e 15 de fevereiro), Montevidéu (21 e 22 de março) e São Paulo (28 e 29 de março). A etapa brasileira marca o retorno do torneio ao país após quase uma década.
Para a manager da seleção, Daniele Abreu, conhecida como Chachá, a passagem por Barueri foi decisiva. Segundo ela, o município entregou exatamente o que a equipe precisava para a fase atual de preparação. Campo em condições ideais para contato físico, vestiários funcionais e logística simples foram pontos determinantes. O deslocamento até a cidade, segundo a dirigente, compensou plenamente pela qualidade oferecida.
Atletas experientes também destacaram a importância do espaço. A fly-half Marina Fioravante, que esteve nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, afirmou que o apoio de cidades da região metropolitana é fundamental para o crescimento do rugby feminino. Para ela, Barueri se apresenta como uma nova porta para o esporte, tanto em termos de treinamento quanto de aproximação com o público.
Além da estrutura, a integração entre jogadoras foi outro ponto alto do período em Barueri. O elenco atual mistura atletas consolidadas com jovens que estão deixando as categorias de base. Esse convívio, em um ambiente adequado, acelera o desenvolvimento técnico e tático das mais novas e fortalece o grupo como um todo.
A jovem Mariele Moreira, de 20 anos, que faz a transição da seleção juvenil para a principal, elogiou o espaço e o clima do local. Segundo a atleta, treinar em um campo oficial bem cuidado, cercado por natureza, contribui diretamente para o desempenho e para a adaptação ao nível internacional da competição.
A expectativa agora é que a passagem das Yaras pela cidade também estimule o interesse da população pelo rugby feminino, fortalecendo a base local e aproximando o público de uma modalidade que cresce no país.





Publicar comentário