Banner
×

Bolsonaro tem traumatismo craniano e Moraes nega ida ao hospital

Destaques

Bolsonaro tem traumatismo craniano e Moraes nega ida ao hospital

Defesa aponta risco à saúde após queda na cela, mas ministro do STF afirma não haver necessidade imediata de transferência

por Redação — 06 de janeiro de 2026, 19h12

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena e foi diagnosticado com traumatismo craniano, classificado como leve por médicos que prestaram o primeiro atendimento. Apesar do impacto na cabeça, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou, nesta terça-feira (6), a transferência imediata do ex-presidente para o hospital DF Star, em Brasília.

Na decisão, Moraes afirmou que não há, até o momento, necessidade urgente de remoção hospitalar e determinou que seja apresentado um laudo médico detalhado antes de qualquer autorização. Segundo o ministro, os exames podem ser realizados na própria Superintendência da Polícia Federal, desde que haja condições técnicas adequadas.

A defesa de Bolsonaro sustenta que o traumatismo cranioencefálico, ainda que considerado leve, exige avaliação hospitalar imediata, especialmente em razão do histórico clínico recente do ex-presidente. Os advogados alertam para o risco de agravamento do quadro e afirmam que a negativa pode colocar a saúde do réu em perigo.

Aliados do ex-presidente reagiram com indignação. O vereador licenciado Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o pai apresentou hematoma no rosto, sangramento e sinais de desorientação após a queda, criticando duramente a decisão do magistrado.

A Polícia Federal informou, em nota, que inicialmente foram constatados ferimentos leves, com indicação apenas de observação. Em atualizações posteriores, a corporação chegou a mencionar a possibilidade de encaminhamento ao DF Star, mas esclareceu que qualquer transferência depende de autorização do STF.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e esteve recentemente internado no mesmo hospital para uma cirurgia de hérnia, com autorização judicial. Médicos afirmam que ele está consciente e se comunicando normalmente, mas a defesa insiste que o traumatismo craniano exige exames mais aprofundados fora da unidade prisional.

O caso aumenta a tensão política e jurídica em torno do cumprimento da pena do ex-presidente, enquanto o Supremo aguarda a apresentação de novos laudos médicos para reavaliar a situação.

Publicar comentário