Bastidores: Esquerda comemora indicação de Flávio Bolsonaro para 2026
Aliados de Lula avaliam que o senador é o nome mais frágil do bolsonarismo e veem o gesto como sinal de vitória antecipada
por Redação
05/12/2025 – 21h
A possibilidade de Flávio Bolsonaro ser o nome escolhido para disputar a Presidência em 2026 no lugar do pai, Jair Bolsonaro, provocou reação positiva nos bastidores da esquerda e entre auxiliares próximos de Lula. Segundo relatos obtidos pela reportagem, integrantes do governo e dirigentes partidários consideram que o senador reúne fatores que facilitariam a campanha governista no próximo pleito. Embora não haja confirmação oficial da indicação, a movimentação tem sido tratada como sinal de vantagem estratégica.
Um dos episódios citados por assessores governistas é o desmaio de Flávio durante a campanha à Prefeitura do Rio, em 2016, quando ele passou mal no estúdio de um debate televisivo e precisou deixar a transmissão. A cena é lembrada como um marco que prejudicou sua imagem pública à época e que ainda hoje é visto como um ponto sensível em disputas eleitorais de maior intensidade. A leitura interna é que esse histórico poderia ser utilizado contra o senador na comparação com candidatos mais experientes em confrontos diretos.
A esquerda também avalia que Flávio acumula desgastes políticos que se tornariam obstáculos durante uma campanha presidencial. O caso das rachadinhas, a compra de um imóvel de alto valor e as investigações que envolveram seu gabinete são vistos como elementos que fragilizam sua capacidade de atrair novos eleitores. Além disso, integrantes próximos de Lula apontam que essas controvérsias contribuíram para criar dependência entre Flávio e Jair Bolsonaro em momentos decisivos, como quando houve articulação para influenciar a direção da Polícia Federal. Essa relação é entendida nos bastidores como um fator que reduz a autonomia política do senador.
Outro ponto mencionado por dirigentes é o desempenho discreto de Flávio no Senado. Avaliações internas afirmam que o parlamentar não conseguiu se destacar com projetos de grande alcance nem consolidar articulação sólida com outras lideranças. A percepção é de que essa falta de protagonismo nacional tornaria sua candidatura menos competitiva em comparação com outros nomes que o bolsonarismo poderia lançar ao cargo.
O fator considerado decisivo, porém, é o desempenho de Flávio nas pesquisas preliminares. Informações circuladas entre partidos governistas indicam que ele aparece com os menores índices de intenção de voto entre os nomes do grupo de Jair Bolsonaro. Para aliados de Lula, essa combinação entre desgaste acumulado, pouca projeção legislativa e baixa pontuação eleitoral cria um cenário confortável para o governo, caso a indicação se confirme.
Nos corredores do Executivo, a notícia foi recebida com otimismo discreto. Assessores ouvidos afirmam que reuniões recentes tiveram clima de confiança e comentários reservados de que a escolha pode favorecer a estratégia de reeleição. A avaliação é de que o senador não possui o mesmo apelo mobilizador do pai e que isso tende a alterar o equilíbrio da disputa.
Nos bastidores, o entendimento é de que ele seria o adversário mais fácil de enfrentar, e isso explica o clima de comemoração contida entre dirigentes de esquerda.





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