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Alvo da PF, Banco Master contratou empresa da esposa de Alexandre de Moraes

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Alvo da PF, Banco Master contratou empresa da esposa de Alexandre de Moraes

Contrato entre banco investigado e escritório ligado ao ministro reacende debates sobre ética no Judiciário

por Redação – 22/11/2025 • 16h30

O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, alvo de uma grande operação da Polícia Federal por suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos, contratou o escritório de advocacia do qual faz parte Viviane Barci de Moraes — esposa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo reportagem, o contrato teria sido firmado para atuação judicial do banco, mas os valores, os processos específicos e o escopo da atuação não foram divulgados pelo banco.
Além disso, não há registro no sistema do STF de processos em que o escritório de Viviane Barci atua diretamente para o Banco Master.

A operação que investiga o banco, chamada “Operação Compliance Zero”, apura crimes como gestão fraudulenta, emissão de títulos fictícios, organização criminosa e outras irregularidades relacionadas à negociação do banco com o Banco de Brasília (BRB).

A proximidade entre o banco investigado e um escritório ligado a um ministro do STF acende um debate importante sobre conflito de interesses, independência judicial e transparência no sistema. Críticos afirmam que, independentemente da legalidade técnica, a aparente ligação política e econômica mina a confiança pública nas instituições.

Para setores da magistratura, tais vínculos exigem esclarecimentos imediatos para preservar a credibilidade do Judiciário. Já defensores de Moraes alegam que contratos advocatícios privados não implicam automaticamente em conflito de interesses, desde que as partes envolvidas estejam afastadas de qualquer julgamento que envolva o cliente.

O momento é especialmente delicado, pois acontece em meio a decisões altamente polarizadas, com o ministro Alexandre de Moraes no centro de várias controvérsias políticas. A divulgação do contrato favorece argumentos de que parte do sistema de justiça atua sob influências externas ou interesses corporativos, e não apenas sob a égide da lei.

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