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Professora que virou meme ao dizer que criminosos armados podem ser rendidos com pedras pede proteção federal

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Professora que virou meme ao dizer que criminosos armados podem ser rendidos com pedras pede proteção federal

Jacqueline Muniz diz estar sendo “ameaçada”, mas já foi vista defendendo teses absurdas contra o trabalho da polícia — inclusive a ideia de que um criminoso com fuzil poderia ser “contido com pedra”

Por redação, dia 04/11/2025 às 06:21

A professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) — Jacqueline Muniz, militante assumida da extrema esquerda na pauta de segurança — protocolou nesta segunda-feira (3) pedido para ingressar no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos.

A medida ocorre após a repercussão massiva de suas falas contra a Operação Contenção, que deixou 121 criminosos mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação mirou traficantes armados com fuzis, que controlavam áreas de risco e mantinham circulação armada ostensiva.

Apesar disso, Jacqueline vem, há anos, tentando desqualificar ações policiais, propondo alternativas que, segundo especialistas do setor, não possuem nenhuma aplicabilidade real. Em declarações anteriores, que viralizaram na internet, ela afirmou que a polícia poderia “render marginais armados com fuzil usando pedra”. A fala virou meme nacional, sendo reproduzida amplamente em vídeos, paródias e montagens — o que, ao que tudo indica, parece ter incomodado profundamente a professora.

Mesmo assim, ela insiste na narrativa de que operações como a Contenção seriam apenas propaganda eleitoral. À Folha, ela disse:

“Foi marketing político, uma cloroquina para a segurança e deve, sim, fortalecer o bolsonarismo para o próximo ano.”

PEDIDO DE PROTEÇÃO FOI PROTOCOLADO POR PARCEIROS IDEOLÓGICOS

O pedido de inclusão no programa federal foi encaminhado pelo gabinete do vereador Leonel de Esquerda (PT) e pelo advogado Carlos Nicodemos, ambos alinhados à mesma linha ideológica da professora — críticos contumazes de operações policiais e defensores de abordagens consideradas “não letais”, mesmo quando o poder de fogo do crime é altíssimo.

Jacqueline diz que recebeu ameaças e cita que chegou a ser fotografada em restaurante, com as imagens sendo publicadas com comentários ofensivos. Ela ainda atribui parte da repercussão ao que chama de “estimulação da direita”, citando deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).

Setores pró-segurança pública, no entanto, afirmam que boa parte da reação foi consequência natural da inconsistência das suas teses — e principalmente do efeito viral que seus próprios discursos causaram na internet.

O meme sobre a “pedra contra fuzil”, por exemplo, se tornou um dos mais comentados quando o tema segurança voltou ao topo das discussões nacionais.

UFF SAI EM DEFESA

A UFF publicou nota em solidariedade à docente, classificando críticas como “misóginas” e “violentas”. A universidade reafirmou seu compromisso com a chamada “liberdade acadêmica”.

Criado em 2019, o programa de proteção busca amparar pessoas ameaçadas em razão de sua atuação. Agora, resta saber se o governo federal verá o caso como uma situação real de risco — ou como mais um capítulo típico do vitimismo retórico da militância de esquerda quando suas ideias colidem com a realidade operacional da segurança pública e a reação popular.

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