Direitos Humanos faz megaoperação para atender famílias de criminosos — mas esquecem as famílias dos policiais mortos
Enquanto deputados se mobilizam para acompanhar parentes de suspeitos mortos em confronto, famílias de agentes que perderam a vida no combate ao crime continuam esquecidas pelo Estado
Por redação, dia 31 de outubro de 2025
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados realizou nesta quinta-feira (30) uma ampla ação no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro, acompanhando famílias de criminosos mortos na megaoperação que ocorreu nas comunidades da Penha e do Alemão. Entre os parlamentares presentes estavam Chico Alencar, Glauber Braga, Tarcísio Motta e Pastor Henrique Vieira, todos do PSOL-RJ — um grupo conhecido por seu ativismo em defesa de “direitos humanos” seletivos, quase sempre voltados à proteção de criminosos.
Os deputados criticaram o trabalho das forças de segurança e pediram uma “perícia independente” sobre os corpos dos mortos na operação, alegando morosidade e falta de transparência por parte das autoridades. O discurso, no entanto, segue um padrão já conhecido: a vitimização dos criminosos e a criminalização do policial que arrisca a própria vida para proteger o cidadão de bem.
Enquanto as câmeras acompanhavam a comitiva dos parlamentares no IML, nenhuma autoridade da Comissão se dispôs a visitar as famílias dos policiais mortos ou feridos na mesma operação. Nenhuma palavra de consolo, nenhuma nota de solidariedade, nenhum gesto de humanidade. As viúvas e filhos desses agentes — homens e mulheres que enfrentaram o fogo cruzado de facções que controlam territórios inteiros — seguem esquecidos pelo Estado e pelas entidades que se dizem defensoras da “vida”.
Essa diferença de tratamento escancara o duplo padrão que domina o discurso progressista sobre segurança pública. Quando um criminoso é morto em confronto, abre-se uma verdadeira romaria política e midiática em torno de seu corpo. Deputados aparecem, ONGs se mobilizam, repórteres se emocionam. Mas quando um policial cai em serviço, o silêncio é ensurdecedor. Nenhum protesto, nenhuma visita, nenhuma reportagem especial.
“Parece que o policial não é humano. Quando um marginal morre, dizem que é genocídio. Quando um policial morre, dizem que foi azar”, lamentou um agente da PM que participou da operação. Outro policial foi mais direto: “Os direitos humanos só aparecem quando o bandido está no chão. Quando é o policial, eles viram as costas”.
De acordo com a Secretaria de Segurança, três policiais foram mortos e oito ficaram feridos durante os confrontos na Penha e no Alemão. Todos deixaram famílias e filhos pequenos. Nenhum dos deputados que foram ao IML se manifestou publicamente sobre esses casos.
O contraste expõe o que muitos brasileiros já perceberam: os chamados “direitos humanos” no Brasil se transformaram em instrumento político. Um discurso que ignora a vítima e enaltece o agressor, que trata o policial como opressor e o criminoso como vítima social. Essa inversão moral corrói o senso de justiça e desmoraliza as forças de segurança que todos os dias enfrentam o crime nas ruas.
O cientista político Paulo César Nogueira resume bem essa contradição: “Direitos humanos deveriam ser para todos. Mas no Brasil, virou bandeira ideológica. Quando o criminoso morre, é abuso policial. Quando o policial morre, é estatística”.
Enquanto os corpos dos criminosos recebem atenção, câmeras e discursos emocionados, os túmulos dos policiais seguem silenciosos, visitados apenas por suas famílias e companheiros de farda. O Estado que eles defenderam parece ter esquecido o valor do seu sacrifício. E a Comissão de Direitos Humanos, que deveria defender todos os cidadãos, parece ter escolhido um lado — o lado errado.



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