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Xadrez promove inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Barueri

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Xadrez promove inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Barueri

Prefeitura, sob gestão do prefeito Beto Piteri, amplia políticas públicas e aposta no xadrez como ferramenta de socialização e desenvolvimento na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Barueri tem se consolidado como referência nacional em políticas públicas voltadas à inclusão e acessibilidade. Sob a gestão do prefeito Beto Piteri, a cidade tem multiplicado projetos inovadores que não apenas oferecem suporte às pessoas com deficiência, mas também fortalecem o convívio social, estimulam a autonomia e ampliam horizontes. Um dos exemplos mais recentes desse compromisso é o projeto de xadrez voltado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desenvolvido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD).

A iniciativa, que nasceu como projeto piloto em 2024, já apresenta resultados visíveis. A cada semana, os alunos se reúnem na sede da SDPD para as aulas de xadrez, atividade que vai muito além do tabuleiro. O jogo, tradicionalmente reconhecido por desenvolver a concentração e o raciocínio lógico, mostra-se também um poderoso instrumento para estimular habilidades sociais, fortalecer a autoestima e criar oportunidades de integração entre pessoas com diferentes perfis.

Segundo relatos de familiares, a transformação é evidente. Crianças e jovens que antes tinham dificuldades de comunicação passaram a demonstrar maior interesse em interagir, respeitar regras e compartilhar experiências. “Minha filha está mais focada, conversa melhor e se relaciona com os colegas com mais tranquilidade. O xadrez tem feito diferença não apenas aqui na SDPD, mas também dentro de casa”, relatou Juliana dos Santos, mãe de uma das participantes.

O projeto ganhou ainda mais visibilidade durante o Festival Cultural de Xadrez, promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo na Praça das Artes. Alunos com TEA participaram do torneio, lado a lado com outros competidores, em um momento que simbolizou de forma clara o verdadeiro significado da inclusão. O instrutor Luciano Gomes, idealizador da iniciativa, destacou a importância da participação no evento. “Estar ali, competindo em igualdade de condições, mostrou que pessoas com TEA não são menos capazes. São diferentes, mas nunca inferiores. Cada indivíduo possui seu jeito único de pensar e agir, e respeitar isso é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa”, afirmou.

Luciano, além de árbitro de xadrez, é professor de Língua Portuguesa e pesquisador na área de transtornos do neurodesenvolvimento. Pai de uma criança com TEA, ele transformou sua experiência pessoal em motivação para criar um projeto inovador, hoje reconhecido por instituições como a Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) e a Federação Internacional de Xadrez (FIDE). Ele também faz parte do Infinite Chess Project, ligado à Universidade de Salamanca, na Espanha, iniciativa que busca usar o xadrez como ferramenta de inclusão em diferentes países.

A coordenadora técnica da SDPD, Maria Luisa Pereira, reforça que a escolha do xadrez como modalidade pedagógica não foi aleatória. “O jogo contribui para o desenvolvimento de funções adaptativas, trabalha habilidades cognitivas e favorece a convivência social. O objetivo do projeto é justamente ampliar essas potencialidades, oferecendo aos participantes um ambiente acolhedor, de aprendizado e de integração”, explicou.

Além do reconhecimento institucional, o projeto tem conquistado a comunidade. Pais como Agnaldo Manoel da Silva, motorista de ônibus e morador do Jardim Silveira, destacam os avanços dos filhos. “O Pedro tem 19 anos, joga tanto no celular quanto aqui na SDPD. O xadrez ajudou muito na socialização dele. Hoje ele está até cursando Programação de Jogos Digitais na Fieb, em Aldeia da Serra. Eu vejo o brilho nos olhos dele quando fala de xadrez”, contou.

Outros familiares também testemunham mudanças no comportamento. Ricardo Félix da Costa, pai de uma jovem de 19 anos atendida pela SDPD, afirmou que a atividade trouxe ganhos emocionais e práticos para a filha. “Ela ficou mais confiante e hoje se dedica com mais entusiasmo às atividades escolares e terapêuticas. O xadrez se tornou parte da rotina dela e da nossa família.”

Com resultados tão expressivos, a Prefeitura já avalia a ampliação do projeto. A expectativa é abrir novas turmas e estender a iniciativa para outros espaços públicos, garantindo que mais famílias possam se beneficiar. A SDPD também trabalha em parcerias com instituições educacionais e organizações da sociedade civil para fortalecer a política pública de inclusão por meio do esporte e da cultura.

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