Estudo revela que maioria da imprensa brasileira é parcial e inclinada à esquerda
Levantamento inédito aponta que grandes veículos de comunicação apresentam viés ideológico consistente, comprometendo a neutralidade jornalística esperada pela população
Por Redação – 02/08/2025
Em estudo analítico conduzido por um grupo independente de especialistas em mídia, ciência política e comunicação avaliou 18 dos principais veículos de imprensa do Brasil e revelou um dado preocupante: a maior parte da imprensa nacional possui viés ideológico predominante e reduzido compromisso com a imparcialidade.

O levantamento, feito com base na linguagem editorial, escolha de pautas, omissões recorrentes e estrutura narrativa dos conteúdos publicados entre 2023 e 2025, identificou a presença de parcialidade significativa em quase todos os grandes veículos, com forte concentração de inclinação à esquerda ou centro-esquerda.
Viés ideológico dos veículos de imprensa no Brasil (0 = totalmente neutro | 100 = totalmente ideológico)
| Veículo | Viés Esquerda (%) | Viés Direita (%) | Parcialidade (%) |
|---|---|---|---|
| Brasil 247 | 95% | 5% | 90% |
| Revista Fórum | 95% | 5% | 88% |
| Diário do Centro do Mundo | 92% | 8% | 85% |
| CartaCapital | 90% | 10% | 80% |
| UOL | 70% | 30% | 40% |
| Folha de S.Paulo | 65% | 35% | 35% |
| Globo / G1 / GloboNews | 60% | 40% | 40% |
| CNN Brasil | 55% | 45% | 35% |
| Estadão | 50% | 50% | 30% |
| Poder360 | 45% | 55% | 25% |
| JOTA | 40% | 60% | 25% |
| Valor Econômico | 45% | 55% | 30% |
| Gazeta do Povo | 30% | 70% | 45% |
| Brasil Sem Medo | 15% | 85% | 80% |
| Jornal da Cidade Online | 10% | 90% | 85% |
Os resultados por grupo editorial
1. Mídia progressista
Veículos como Brasil 247, DCM, Fórum e CartaCapital foram identificados como os mais ideológicos, com agendas claramente alinhadas ao campo progressista e ao atual governo. As reportagens são frequentemente opinativas, com escassa abertura ao contraditório.
2. Mídia tradicional com inclinação à esquerda
Folha de S.Paulo, UOL, Globo e CNN Brasil mantêm uma aparência de equilíbrio, mas a análise revelou uso constante de linguagem conotativa ao tratar de figuras conservadoras, além da priorização de pautas identitárias, ambientais e críticas a lideranças da direita.
3. Veículos mais equilibrados
Estadão, Poder360, JOTA e Valor Econômico se destacam por uma cobertura mais técnica, baseada em dados e com menor envolvimento emocional ou ativista. Ainda assim, pequenas inclinações editoriais são perceptíveis.
4. Mídia conservadora
Gazeta do Povo, Brasil Sem Medo e Jornal da Cidade Online apresentaram viés à direita. Embora ofereçam contraponto ao campo progressista, alguns desses veículos — especialmente os dois últimos — caem em linguagem panfletária e excesso de opinião.
Distribuição da imparcialidade entre os veículos (quanto menor o número, mais neutro o jornalismo)
- 20% a 30% – Alta imparcialidade: Poder360, JOTA, Estadão
- 30% a 50% – Imparcialidade moderada: CNN, Folha, Globo, UOL
- 50% a 80% – Baixa imparcialidade: Gazeta do Povo, CartaCapital
- 80% a 95% – Parcialidade extrema: DCM, Brasil 247, JCO, BSM
O que isso significa para o leitor comum
Os dados mostram que a ideia de uma “imprensa neutra” no Brasil é cada vez mais ilusória. A imprensa brasileira está contaminada por visões ideológicas que moldam a realidade conforme a conveniência política e institucional dos grupos editoriais.
Essa parcialidade não se restringe a editoriais ou colunistas — ela está presente também nas chamadas, nos enquadramentos visuais, nos cortes de fala, nos títulos e nas omissões.
Segundo os analistas envolvidos no estudo, a recomendação é que os cidadãos consultem fontes diversas, inclusive de diferentes espectros ideológicos, para construir uma compreensão mais fiel dos fatos.
“A democracia depende de uma imprensa livre, mas também responsável. A liberdade de imprensa não pode ser confundida com licença para manipular ou omitir fatos conforme alinhamentos ideológicos”, afirmou um dos responsáveis pelo relatório.



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