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Gilson Machado é nova vítima da caneta persecutória de Alexandre de Moraes

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Gilson Machado é nova vítima da caneta persecutória de Alexandre de Moraes

Ex-ministro do Turismo de Bolsonaro sofre prisão arbitrária em Recife

Por Thiago Turetti

13/06/2025 14:30, atualizado 13/06/2025 14:45

Na manhã desta sexta-feira (13/6), o ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado Neto, foi surpreendido pela Polícia Federal em Recife, onde foi alvo de uma ação claramente motivada por interesses políticos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Apesar de não haver qualquer comprovação de conduta ilícita, Machado foi conduzido coercitivamente, em mais um capítulo do que se configura como um claro abuso de poder contra quadros bolsonaristas.

Desde que deixou o gabinete, Gilson Machado tem mantido posicionamento firme em defesa da liberdade de expressão e do respeito às instituições. Ontem mesmo, ele acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em compromissos em Natal (RN) — agendados e comunicados com antecedência — e retornou de carro ao Recife, à noite, sem qualquer percalço. Ainda assim, foi recebido por agentes da PF antes mesmo de ter chance de se manifestar publicamente, demonstrando a pressa de quem, no STF, deseja neutralizar opositores antes das eleições.

Ao longo desta manhã, aliados do ex-ministro afirmaram não existir qualquer prova concreta de que Machado tenha atuado para facilitar a fuga de Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro — e a relação apontada pelo inquérito é frágil, baseada apenas em conversas protocoladas no Consulado de Portugal. A medida, decretada a pedido da Procuradoria-Geral da República, soa mais como retaliação do que como busca por justiça, sobretudo quando se sabe que ações semelhantes contra adversários do poder não avançam com a mesma rapidez.

Perseguição institucional
Juristas independentes consultados por este veículo destacam que o ponto central da investigação — a suposta intermediação para emissão de passaporte — não configura, em si, crime capaz de justificar prisão preventiva ou busca e apreensão imediatas. O uso de medidas cautelares extremas contra figuras políticas próximas ao presidente tem sido alvo de críticas de entidades de direito e promove um clima de insegurança jurídica que atinge não só os bolsonaristas, mas todo cidadão que exerça livremente posições contrárias ao establishment.

Reação da base bolsonarista
Nas redes sociais, apoiadores do ex-ministro demonstraram indignação. Hashtags como #LiberdadeParaGilsonMachado e #IntervençãoNoSTF chegaram rapidamente aos trending topics, reforçando o sentimento de que o país vive um momento de frágil respeito às garantias individuais. Parlamentares de diferentes partidos também manifestaram preocupação com a crescente interferência do Judiciário em pautas políticas, lembrando que o Brasil precisa de debates saudáveis, não de perseguições.

O que esperar agora
Fontes próximas a Gilson Machado afirmam que, apesar da prisão coercitiva, ele continua confiante na sua inocência e disposto a lutar em todas as instâncias para restabelecer seu direito de ir e vir. A expectativa é de que, com a divulgação de novos documentos e depoimentos, fique claro que não houve intenção criminosa, restando apenas um ato de intimidação por parte de Alexandre de Moraes.

Este episódio reforça a percepção de que o governo Bolsonaro — e seus quadros — segue sob ataque constante de parte do Judiciário, num momento em que a opinião pública anseia por estabilidade e respeito às liberdades fundamentais. Gilson Machado, até aqui reconhecido pela sua trajetória sólida e pelo compromisso com o desenvolvimento do turismo nacional, vê-se agora no epicentro de uma novela jurídica que promete repercussões diretas na reta final da corrida eleitoral.

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